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O
pai das irmãs, Nelson Luz, foi quem incentivou as meninas a praticar
o esporte. Mas o investimento não rendeu de imediato. Em 1984,
ele formou um time mirim, em Araçatuba, para que as meninas pudessem
disputar uma competição e convidou garotas de outras modalidades
só para fazer número.
Resultado:
Silvia, a caçula e única reserva, dormiu em seu colo durante
os confrontos. Helen, a do meio, parou por causa das bolhas nos pés,
resultado do tênis novo comprado por ele. Mas Cíntia deu
saldo positivo: foi o destaque do time e acabou sendo convidada para jogar
em um colégio de Jundiaí, interior paulista.
A
mãe foi a responsável pelo gerenciamento da carreira das
meninas. Num primeiro momento, o técnico da equipe da escola, a
mesma onde Magic Paula foi revelada, Norberto José da Silva, viu
Cíntia jogar e convidou-a para morar lá. Mas Cleonice não
concordou. “O pessoal do colégio achou que era um investimento
muito grande por causa de uma única jogadora”, diz Silva,
hoje assistente técnico do Paraná. “No final, conseguimos
levar a família toda.”
Em
1992, elas se separaram pela primeira vez. Helen e Silvinha se transferiram
para a Ponte Preta, de Campinas. A mais velha decidiu voltar para Araçatuba
e jogou duas temporadas sob o comando do pai.“Queria que elas jogassem
juntas para o resto da vida”, diz a mãe. “É
muito difícil torcer para dois times ao mesmo tempo. Já
sofri bastante.”
Para
conhecer um pouco mais sobre cada uma, use o menu acima clicando sobre
o nome de cada jogadora.

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